Deitei um dia ao mar o meu sorriso
a ver o que trazia na maré
a ver se me trazia o sal que piso
nas lágrimas de um mau sonho que não é
senão o verbo amar desconjugado
senão a solidão e a desventura
trazidas na maré de um mau-olhado
que à costa deu sem forma ou figura.
E o meu sorriso nadou em negras águas
subiu às ondas, derrubou marés
mas perdeu-se por fim nas minhas mágoas
trazidas na ignorância de quem és:
se és sonho ou navio ou futuro
se és assombração ou alegria
se és sonho mau em que me aventuro
ou simplesmente pura fantasia...
(Felipa Monteverde)
terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Quando a noite vem...
Quando a noite vem, deixo que a minha alma durma
entre os sonhos desmentidos pelo som do verbo amar...
Que amar é tão forte como o vento
o vento que espalha os meus sentidos por sobre as águas do mar...
(Felipa Monteverde)
entre os sonhos desmentidos pelo som do verbo amar...
Que amar é tão forte como o vento
o vento que espalha os meus sentidos por sobre as águas do mar...
(Felipa Monteverde)
Dorme na noite o sentido
Dorme na noite o sentido
que dei ao meu coração
sossegado, adormecido
nesta sã escuridão
que me afasta os temores
que me aproxima a saudade
dos meus distantes amores
dos dias da mocidade
em que brincava na rua
em que plantava jardins
em que era dona da lua
entre anjos e querubins
e passeava na vida
como quem vive a brincar
como quem sabe a partida
mas tem ânsias de ficar
no tempo que tudo esquece
no tempo que tudo dá
aos sentidos de quem tece
teias onde morrerá...
(Felipa Monteverde)
que dei ao meu coração
sossegado, adormecido
nesta sã escuridão
que me afasta os temores
que me aproxima a saudade
dos meus distantes amores
dos dias da mocidade
em que brincava na rua
em que plantava jardins
em que era dona da lua
entre anjos e querubins
e passeava na vida
como quem vive a brincar
como quem sabe a partida
mas tem ânsias de ficar
no tempo que tudo esquece
no tempo que tudo dá
aos sentidos de quem tece
teias onde morrerá...
(Felipa Monteverde)
sábado, 7 de novembro de 2009
Grito
Já o tempo nasceu e eu morri
deixei a minha alma ir-se embora
vi-a partir e nada fiz ou disse
e ela foi-se, foi-se daqui fora...
E eu triste fiquei, morta e seca
de lágrimas choradas na saudade
em que a vida me embala e me empresta
salgadas gotas da imensidade
em que mergulho sem molhar os pés
em que navego e nunca sei a rota
em que espero o barco e a força das marés
e apenas oiço gritos de uma gaivota
que me traz o destino de não te encontrar.
E a ventania espalha a minha alma morta
sobre as ondas eternas de um imenso mar
onde o tempo se esconde atrás de negra porta...
(Felipa Monteverde)
deixei a minha alma ir-se embora
vi-a partir e nada fiz ou disse
e ela foi-se, foi-se daqui fora...
E eu triste fiquei, morta e seca
de lágrimas choradas na saudade
em que a vida me embala e me empresta
salgadas gotas da imensidade
em que mergulho sem molhar os pés
em que navego e nunca sei a rota
em que espero o barco e a força das marés
e apenas oiço gritos de uma gaivota
que me traz o destino de não te encontrar.
E a ventania espalha a minha alma morta
sobre as ondas eternas de um imenso mar
onde o tempo se esconde atrás de negra porta...
(Felipa Monteverde)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
O calor do Sol
Há quem diga que o Sol brilha por brilhar
Eu acho que brilha para nos aquecer com seu calor
Para fazer crescer as plantas e dar saúde às pessoas...
Quem poderia viver sem o calor do Sol?
Sol é calor, é ternura, é um abraço de Deus
Um carinho que Ele nos faz do alto da Sua plenitude...
Deus criou o Sol para poder beijar as suas criaturas
Para poder abraçá-las sem lhes fazer mal;
O calor do Sol é o Seu abraço
É o seu modo de nos dar consolo na tristeza
Carinho no cansaço, companhia na solidão...
Quem é que não gosta do calor do Sol?
Quem nunca sentiu o calor do Sol nas costas,
Como se fosse um abraço de um amigo?
(Felipa Monteverde)
Eu acho que brilha para nos aquecer com seu calor
Para fazer crescer as plantas e dar saúde às pessoas...
Quem poderia viver sem o calor do Sol?
Sol é calor, é ternura, é um abraço de Deus
Um carinho que Ele nos faz do alto da Sua plenitude...
Deus criou o Sol para poder beijar as suas criaturas
Para poder abraçá-las sem lhes fazer mal;
O calor do Sol é o Seu abraço
É o seu modo de nos dar consolo na tristeza
Carinho no cansaço, companhia na solidão...
Quem é que não gosta do calor do Sol?
Quem nunca sentiu o calor do Sol nas costas,
Como se fosse um abraço de um amigo?
(Felipa Monteverde)
Uma certa luz
Uma certa luz...
Luz para iluminar o meu caminho
Para mostrar as setas da verdade
Que guiariam a minh'alma no sentido
De me levar à eterna claridade...
Uma certa luz é o que preciso
Para combater esta ansiedade
E encontrar o sonho, o paraíso
De luz que ilumina a eternidade...
Uma certa luz... e ver no céu
A claridade da última estrela
Sentindo que ela é eu e eu sou ela...
Abrir meus olhos à eterna verdade
Cegar a vista nesta claridade
Em que a minh'alma já adormeceu...
(Felipa Monteverde)
Luz para iluminar o meu caminho
Para mostrar as setas da verdade
Que guiariam a minh'alma no sentido
De me levar à eterna claridade...
Uma certa luz é o que preciso
Para combater esta ansiedade
E encontrar o sonho, o paraíso
De luz que ilumina a eternidade...
Uma certa luz... e ver no céu
A claridade da última estrela
Sentindo que ela é eu e eu sou ela...
Abrir meus olhos à eterna verdade
Cegar a vista nesta claridade
Em que a minh'alma já adormeceu...
(Felipa Monteverde)
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