Fiquei contente sem motivo algum, apenas vi o sol raiar
e soube nessa hora matutina que a vida vale a pena ser vivida...
pois viver é ser alguém, ainda que esse alguém
seja matéria adormecida.
Se sonhar é ter o mundo ao nosso gosto
acordar é viajar para o desconhecido espaço das estrelas
e perceber então que o sol adormeceu...
com a cabeça no regaço delas.
Eu queria ser estrela, ser um astro
mas apenas sou candeiazinha a alumiar
o caminho por onde irás passar...
um lampião velhinho e gasto.
Escrevo a noite e canto o dia, e o mundo é apenas
sonho e fado em que a minh'alma se enterrou...
sepultura negra e fria, campa rasa em solo de ervas
onde a vida se escondeu e me deixou.
Acordei dentro do tempo
e tinha adormecido dentro do teu coração...
agora vivo à espera de voltar a adormecer
mas a distância afastou-me do teu peito
e libertou da tua a minha mão.
(Felipa Monteverde)
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Recordação
Passeio a mente entre os abismos da memória e perco-me no espaço em que te escondi
Procuro recordar tantas marés, tantos encontros
mas a praia esvaneceu-se na neblina
e o nevoeiro ocultou o nosso amor...
(Felipa Monteverde)
Procuro recordar tantas marés, tantos encontros
mas a praia esvaneceu-se na neblina
e o nevoeiro ocultou o nosso amor...
(Felipa Monteverde)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Quando...
Quando a manhã rompe o véu da noite escura, descubro que tudo é luz e infinito.
Quando o Sol acorda a Terra e a alumia, percebo que a luz é vida eterna.
Quando a chuva molha a Terra sequiosa, compreendo a avidez do meu olhar...
e quando o mar é sonho e horizonte, descubro toda a dor de te perder...
(Felipa Monteverde)
Quando o Sol acorda a Terra e a alumia, percebo que a luz é vida eterna.
Quando a chuva molha a Terra sequiosa, compreendo a avidez do meu olhar...
e quando o mar é sonho e horizonte, descubro toda a dor de te perder...
(Felipa Monteverde)
domingo, 15 de novembro de 2009
Hoje...
Hoje andei ao vento e à chuva mas era mentira. Apenas meu olhar te recordava e eu sofria...
(Felipa Monteverde)
(Felipa Monteverde)
sábado, 14 de novembro de 2009
Peregrinação
Hoje fiz uma peregrinação, a pé, a um santuário mariano. Foi uma caminhada de quatro horas, mais ou menos, e foi muito edificante.
Gosto de fazer este tipo de caminhada pois convive-se com outras pessoas, conversa-se, reza-se, etc. O grupo era unido, o que é muito bom também.
O santuário era o de Nossa Senhora Aparecida, em Balugães, um santuário pequenino se o compararmos com Fátima, por exemplo, mas onde nem por isso se deixa de sentir o espírito de Deus.
Ao chegar ao cimo do monte e entrar na capelinha, onde uma imagem de João Mudo está defronte da de Nossa Senhora (João Mudo era um rapaz a quem Nossa Senhora apareceu e curou da sua mudez) sente-se o alívio pela jornada feita e a vontade de ajoelhar e rezar.
Nas terras vizinhas há o costume de fazer a peregrinação a pé ao santuário, em pagamento de graças recebidas ou então como uma forma de fazer um pedido à Senhora.
Haja fé ou não, a verdade é que todos os anos passam por esse santuário centenas de pessoas, das mais diversas idades e estratos sociais. Uns vão a pé, outros de automóvel ou autocarro, mas todos ali vão para venerar a Senhora Aparecida em Balugães.
No final da caminhada, já no santuário, rezámos o terço com a meditação dos mistérios. E, no alto daquele monte, rezando o terço ao ar livre com aquele pequeno grupo de pessoas, eu senti que a Senhora nos abençoava.
Idiotices? Talvez, mas sabem bem!...
Gosto de fazer este tipo de caminhada pois convive-se com outras pessoas, conversa-se, reza-se, etc. O grupo era unido, o que é muito bom também.
O santuário era o de Nossa Senhora Aparecida, em Balugães, um santuário pequenino se o compararmos com Fátima, por exemplo, mas onde nem por isso se deixa de sentir o espírito de Deus.
Ao chegar ao cimo do monte e entrar na capelinha, onde uma imagem de João Mudo está defronte da de Nossa Senhora (João Mudo era um rapaz a quem Nossa Senhora apareceu e curou da sua mudez) sente-se o alívio pela jornada feita e a vontade de ajoelhar e rezar.
Nas terras vizinhas há o costume de fazer a peregrinação a pé ao santuário, em pagamento de graças recebidas ou então como uma forma de fazer um pedido à Senhora.
Haja fé ou não, a verdade é que todos os anos passam por esse santuário centenas de pessoas, das mais diversas idades e estratos sociais. Uns vão a pé, outros de automóvel ou autocarro, mas todos ali vão para venerar a Senhora Aparecida em Balugães.
No final da caminhada, já no santuário, rezámos o terço com a meditação dos mistérios. E, no alto daquele monte, rezando o terço ao ar livre com aquele pequeno grupo de pessoas, eu senti que a Senhora nos abençoava.
Idiotices? Talvez, mas sabem bem!...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
À Mãe do Céu
Mãe do Céu, terna Senhora
que olhas, do alto, a Terra
conforta os pobres, os tristes
os despojados da guerra.
Lembra-Te, Mãe admirável
que todos somos Teus filhos
somos irmãos de Jesus
apesar de tão indignos.
Mãe do Céu, nossa Rainha
Senhora terna e bela
confortai-nos na ansiedade
sede nossa branca estrela
A alumiar os caminhos
dos que seguem a Jesus;
Senhora, mesmo indignos
deixa-nos ver Tua luz
Sê a nossa estrela-guia
sê o nosso lampião
alumia a nossa vida
e o nosso coração...
(Felipa Monteverde)
que olhas, do alto, a Terra
conforta os pobres, os tristes
os despojados da guerra.
Lembra-Te, Mãe admirável
que todos somos Teus filhos
somos irmãos de Jesus
apesar de tão indignos.
Mãe do Céu, nossa Rainha
Senhora terna e bela
confortai-nos na ansiedade
sede nossa branca estrela
A alumiar os caminhos
dos que seguem a Jesus;
Senhora, mesmo indignos
deixa-nos ver Tua luz
Sê a nossa estrela-guia
sê o nosso lampião
alumia a nossa vida
e o nosso coração...
(Felipa Monteverde)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Eu trazia comigo
Eu trazia comigo a desventura
de ignorar o medo e o prazer
que me daria o amar-te tanto, esta ternura
que por ti sinto e sofro...
e quero ter a tua alma junto à minha
morando numa humilde casinha
bem defronte ao mar...
que nos meus olhos vai a praia encher.
(Felipa Monteverde)
de ignorar o medo e o prazer
que me daria o amar-te tanto, esta ternura
que por ti sinto e sofro...
e quero ter a tua alma junto à minha
morando numa humilde casinha
bem defronte ao mar...
que nos meus olhos vai a praia encher.
(Felipa Monteverde)
Subscrever:
Mensagens (Atom)