Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem,
Com esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e os destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!
(José Carlos Ary dos Santos)
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
As ondas do mar são brancas...
As ondas do mar são brancas
No centro são amarelas
Ai da mãe que cria um filho
Para andar no meio delas...
(quadra popupar)
Se não há palavras de consolo para quem perde um filho no mar, o que dizer a quem perde dois?
Para essa mãe desventurada vão todos os meus silêncios e orações.
Dos seus filhos fica a lembrança: Gilberto, o bem-disposto e alegre; Amâncio, o reservado, corajoso, trabalhador...
No centro são amarelas
Ai da mãe que cria um filho
Para andar no meio delas...
(quadra popupar)
Se não há palavras de consolo para quem perde um filho no mar, o que dizer a quem perde dois?
Para essa mãe desventurada vão todos os meus silêncios e orações.
Dos seus filhos fica a lembrança: Gilberto, o bem-disposto e alegre; Amâncio, o reservado, corajoso, trabalhador...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Reciclagens
Natal, com cartolina, recortes de revistas e alguns auto-colantes.
Costumo fazer os cartões que envio, ou então compro os de associações que vendem este tipo de artigo nesta altura do ano para angariação de fundos.
Também costumo reciclar o papel de embrulhar os presentes, quer reutilizando-o para fazer embrulhos como recortando os que tiverem imagens bonitas para fazer os postais.
Acho um desperdício desnecessário deitar fora o papel de embrulho; basta que se tenha cuidado ao desembrulhar os presentes e consegue-se reaproveitá-lo. E dá mais suspense desembrulhar os presentes cuidadosamente do que rasgar o papel todo rapidamente...
sábado, 12 de dezembro de 2009
Incentivos
Há incentivos que desencadeiam sonhos
Através de desafios e conquistas consequentes
E há palavras que dão vida a esses sonhos
Através de esperanças conquistadas ao sonhá-los.
Sonhos que de tão sonhados se inovam
Com aspectos impensáveis tornados inconfessáveis
E há gestos que incentivam e se buscam
Quando um sonho se transforma em ideal a alcançar…
(Felipa Monteverde)
Através de desafios e conquistas consequentes
E há palavras que dão vida a esses sonhos
Através de esperanças conquistadas ao sonhá-los.
Sonhos que de tão sonhados se inovam
Com aspectos impensáveis tornados inconfessáveis
E há gestos que incentivam e se buscam
Quando um sonho se transforma em ideal a alcançar…
(Felipa Monteverde)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Era Natal
Era uma noite gelada
era uma noite tão fria
e o pobrezinho saudoso
do calorzinho do dia.
Havia fogos acesos
em lareiras, em cozinhas
e o pobrezinho gemendo
ia na rua, tremendo
de tanto frio que tinha.
E era Natal.
As luzinhas nas janelas
imitavam as estrelas
e os pinheirinhos tão belos
anfitriões de castelos
arrogavam a pobreza
de quem nada tem à mesa
e cintilavam dolentes.
E era Natal.
Era Natal pelas casas
onde havia boas brasas
em lareiras, em fogueiras
e a alegria das prendas
e as toalhas de rendas
cobertas com os manjares.
E era Natal.
Natal onde não há pobres
porque esses ficam na rua
onde só a mágoa é sua
que o resto... pertence aos nobres.
E é Natal.
Na minha casa e na tua
e o frio fica na rua
e a fome fica lá fora
"Já não há pobres agora"
dizemos com convicção
"ninguém tem fome de pão
que o pão só faz engordar..."
E é Natal...
(Felipa Monteverde)
era uma noite tão fria
e o pobrezinho saudoso
do calorzinho do dia.
Havia fogos acesos
em lareiras, em cozinhas
e o pobrezinho gemendo
ia na rua, tremendo
de tanto frio que tinha.
E era Natal.
As luzinhas nas janelas
imitavam as estrelas
e os pinheirinhos tão belos
anfitriões de castelos
arrogavam a pobreza
de quem nada tem à mesa
e cintilavam dolentes.
E era Natal.
Era Natal pelas casas
onde havia boas brasas
em lareiras, em fogueiras
e a alegria das prendas
e as toalhas de rendas
cobertas com os manjares.
E era Natal.
Natal onde não há pobres
porque esses ficam na rua
onde só a mágoa é sua
que o resto... pertence aos nobres.
E é Natal.
Na minha casa e na tua
e o frio fica na rua
e a fome fica lá fora
"Já não há pobres agora"
dizemos com convicção
"ninguém tem fome de pão
que o pão só faz engordar..."
E é Natal...
(Felipa Monteverde)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
O Presépio
Já fiz o meu Presépio. Este ano comprei uma árvore, a que eu tinha era muito pequena e quis uma maiorzinha. Não fui ao monte procurar uma árvore natural porque estava mau tempo.
Para mim o Natal tem de ter Presépio, senão não é Natal.
Não gosto do Pai-Natal no centro das atenções natalícias, é como ser outra pessoa a festejar o nosso próprio aniversário e a receber os parabéns.
O Natal é a festa do aniversário de Jesus, celebra-se o nascimento do Deus-Menino, portanto é a Ele que devemos parabenizar e acolher no nosso coração.
Mas, apesar de colocar o Menino no centro das atenções, também aceito a presença do Pai-Natal, que me empresta o seu saco para colocar presentes.
Assim, ao lado do Presépio coloco sempre um saco vermelho, onde vou guardando os presentes que a familia recebe e que serão abertos na Noite de Consoada, depois da Ceia.
Os presentes que o Pai-Natal traz só serão abertos pelos meus filhos na manhã de Natal, depois de o Pai-Natal os pôr durante a noite nos respectivos sapatinhos...
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