
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Oração para o mar devolver um corpo
Ontem celebrou-se uma missa pelos dois jovens pescadores, irmãos, desaparecidos no mar há duas semanas. Os corpos ainda não apareceram.
O padre apelou à Senhora dos Navegantes para que alivíe a dor dos familiares, embora não tenha mencionado o facto de os corpos não terem aparecido, talvez para não aumentar essa mesma dor.
Hoje lembrei-me desta oração/poema que me foi ditada há uns anos por uma pessoa idosa e resolvi colocá-la aqui. É de uma dor impressionante.
Súplica ao mar
Ó ondas do mar irado
Com fúria vos lançastes
E numa negra noite roubastes
O meu filho idolatrado.
Agora que estais em calma
Que está sossegado o vento
Trazei-me neste momento
O filho da minha alma.
Ó mar, tu és compassivo
Dá-me o último conforto
Levaste o meu filho vivo
Traze-me o meu filho morto.
(Obtido através de recolha popular, desconheço o autor)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Os presentes que recebi este Natal
Este quadro foi um dos presentes que recebi este Natal. Mais um presépio para a minha colecção.
Estes são os meus chocolates preferidos: os Imperador, da Avianense. Foi também um presente que recebi, mas o que mais apreciei foi a caixa em forma de livro (aliás, trazia tão poucos chocolates que ainda bem que sou apreciadora de caixas). Mas gostei muito do presente no seu conjunto.
Estes são alguns dos presentes que recebi. Há outros, mas esses não lhes tirei fotografia: é que moro numa aldeia e as pessoas oferecem do que têm (recebi um congro de 3 ou 4 kg, dois polvos grandes, um saco de batatas, vinho, kivis, marmelada caseira, açúcar, arroz, arroz-doce, couves e ovos). Recebi também Vinho do Porto e um kg de chocolate Avianense.
Agradeço a todos.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Ó meu Menino Jesus
Ó meu Menino Jesus
Que trago no coração
Vinde dormir em minh'alma
Descansar na minha mão.
Ó meu Menino Jesus
Nas palhinhas em Belém
Vinde dormir em minh'alma
E enchei-a de luz e bem.
Ó meu Menino Jesus
Numas palhinhas deitado
Nascestes numa lapinha
Descansastes entre o gado.
Ó meu Menino Jesus
Onde estais neste momento
Numas palhinhas deitado
Dentro do meu pensamento.
(Felipa Monteverde)
Que trago no coração
Vinde dormir em minh'alma
Descansar na minha mão.
Ó meu Menino Jesus
Nas palhinhas em Belém
Vinde dormir em minh'alma
E enchei-a de luz e bem.
Ó meu Menino Jesus
Numas palhinhas deitado
Nascestes numa lapinha
Descansastes entre o gado.
Ó meu Menino Jesus
Onde estais neste momento
Numas palhinhas deitado
Dentro do meu pensamento.
(Felipa Monteverde)
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
É NATAL!

A todos os meus familiares, amigos, simples conhecidos ou meros desconhecidos e até aos meus inimigos (é Natal!) desejo um Feliz Natal.
Que todos tenham paz, saúde e alegria neste santo dia e santa noite em que nasceu o Salvador do Mundo.
FELIZ ANIVERSÁRIO, MENINO JESUS!
sábado, 19 de dezembro de 2009
Aquela janela virada pro mar
Cem anos que eu viva não posso esquecer-me
Daquele navio que eu vi naufragar
Na boca da Barra tentando perder-me
E aquela janela virada pro mar
Sei lá quantas vezes desci esse Tejo
E fui p´lo mar fora com a alma a sangrar
Levando na ideia uns lábios que invejo
E aquela janela virada pro mar
Marinheiro do Mar Alto
Quando as vagas uma a uma
Prepararem-te um assalto
P´ra fazer teu barco em espuma
Repara na quilha bailando na crista
Das vagas gigantes que o querem tragar
Se não tens cautela não pões mais a vista
Naquela janela virada pro mar
Se mais ainda houvesse mais fortes correra
Lembrando-me em noites de meigo luar
De uns olhos gaiatos que estavam à espera
Naquela janela virada pro mar
Mas quis o destino que o meu mastodonte
Já velho e cansado viesse encalhar
Na boca da barra e mesmo defronte
Naquela janela virada pro mar
Marinheiro do mar alto
Olha as vagas uma a uma
Preparando-te um assalto
Entre montes de alva espuma
Por mais que elas bailem numa louca orgia
Não trazem desejos de me torturar
Como aquela doida que eu deixei um dia
Naquela janela virada pro mar
(Frederico de Brito)
Daquele navio que eu vi naufragar
Na boca da Barra tentando perder-me
E aquela janela virada pro mar
Sei lá quantas vezes desci esse Tejo
E fui p´lo mar fora com a alma a sangrar
Levando na ideia uns lábios que invejo
E aquela janela virada pro mar
Marinheiro do Mar Alto
Quando as vagas uma a uma
Prepararem-te um assalto
P´ra fazer teu barco em espuma
Repara na quilha bailando na crista
Das vagas gigantes que o querem tragar
Se não tens cautela não pões mais a vista
Naquela janela virada pro mar
Se mais ainda houvesse mais fortes correra
Lembrando-me em noites de meigo luar
De uns olhos gaiatos que estavam à espera
Naquela janela virada pro mar
Mas quis o destino que o meu mastodonte
Já velho e cansado viesse encalhar
Na boca da barra e mesmo defronte
Naquela janela virada pro mar
Marinheiro do mar alto
Olha as vagas uma a uma
Preparando-te um assalto
Entre montes de alva espuma
Por mais que elas bailem numa louca orgia
Não trazem desejos de me torturar
Como aquela doida que eu deixei um dia
Naquela janela virada pro mar
(Frederico de Brito)
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Naufrágio em Viana do Castelo - a imagem da dor

Foto de Sérgio Freitas/JN, retirada de: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viana%20do%20Castelo&Concelho=Viana%20do%20Castelo&Option=Interior&content_id=1449857
O irmão mais novo dos dois desaparecidos, de 23 anos, acompanhado de uma familiar com as fotos dos dois irmãos: de cabelo comprido o Gilberto, de 32 anos, e de cabelo curto o Amâncio, de 30.
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