Deus me deu esta ventura
De conhecer as palavras
Para esquecer a amargura
De tantas horas amargas
Que tenho por desventura
Por te dar o que ansiavas
Meus carinhos, a ternura
Meus sonhos, que apagavas.
Mas Deus deu-me esta ventura
De me entender com palavras
E assim distraio a tristura
E até esqueço estas mágoas
Causadas pela amargura
Que tu um dia me davas
Em troca desta ternura
Que do meu peito aceitavas.
Deus me deu esta ventura
De me entreter com palavras
E assim esqueço a censura
Toda a raiva e até as mágoas
Da minha própria loucura
Nas minhas próprias palavras
Que são sol de pouca dura
Em eternas madrugadas.
(Felipa Monteverde)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Descoberta
O mundo é o Sol virado ao contrário...
(Felipa Monteverde)
(Felipa Monteverde)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Essência
Nos começos da existência
somos nada
somos tudo:
somos vida, a essência
do passado
e do futuro.
(Felipa Monteverde)
somos nada
somos tudo:
somos vida, a essência
do passado
e do futuro.
(Felipa Monteverde)
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Procuro-te
Procuro a cadência dos teus passos nas escadas
e o som dos teus dedos a bater à porta
procuro o ruído calmo da tua respiração durante o sono
procuro o teu odor na almofada…
Procuro nos sentidos a constância desse tempo
desses sonhos e vontades satisfeitos sem más constelações
procuro a emoção de te esperar para jantares comigo
e o jantar já arrefece no fogão…
Procuro… procuro…
procuro-te, numa eterna procura que me mata
a cada dia que passo sem te encontrar no espaço do meu tempo
neste espaço em que eu vivo, sempre de olhos postos
no passado que era nós…
Procuro-te no cadenciado som da chuva
na brisa do mar e no calor do sol
procuro-te no Universo e no jardim que semeámos e cuidámos
quando o tempo era só tempo e eu e tu apenas nós…
Procuro-te no tempo que passo à tua espera
à janela do meu quarto, de onde te avistava
sempre que chegavas e eu te esperava e te beijava
com ternura e ansiedade e tanto medo de ficar sem ti…
(Felipa Monteverde)
e o som dos teus dedos a bater à porta
procuro o ruído calmo da tua respiração durante o sono
procuro o teu odor na almofada…
Procuro nos sentidos a constância desse tempo
desses sonhos e vontades satisfeitos sem más constelações
procuro a emoção de te esperar para jantares comigo
e o jantar já arrefece no fogão…
Procuro… procuro…
procuro-te, numa eterna procura que me mata
a cada dia que passo sem te encontrar no espaço do meu tempo
neste espaço em que eu vivo, sempre de olhos postos
no passado que era nós…
Procuro-te no cadenciado som da chuva
na brisa do mar e no calor do sol
procuro-te no Universo e no jardim que semeámos e cuidámos
quando o tempo era só tempo e eu e tu apenas nós…
Procuro-te no tempo que passo à tua espera
à janela do meu quarto, de onde te avistava
sempre que chegavas e eu te esperava e te beijava
com ternura e ansiedade e tanto medo de ficar sem ti…
(Felipa Monteverde)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Senhora do Mar
Senhora do Mar,
Vós que sois minha mãe
Dai-me a paz neste navegar.
Ondas sombrias ameaçam o meu barco
Neste obscuro mar
Mar de negras águas e sargaços
Onde navego à procura de uns braços
Em que possa, em cada noite, descansar.
Senhora do Mar
Vós que sois minha mãe
Não deixeis a minha barca naufragar…
(Felipa Monteverde)
Vós que sois minha mãe
Dai-me a paz neste navegar.
Ondas sombrias ameaçam o meu barco
Neste obscuro mar
Mar de negras águas e sargaços
Onde navego à procura de uns braços
Em que possa, em cada noite, descansar.
Senhora do Mar
Vós que sois minha mãe
Não deixeis a minha barca naufragar…
(Felipa Monteverde)
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Eu não acreditei
Quando chegaste ao pé de mim
e me disseste que sim
eu não acreditei
Quando disseste que tudo havia
recomeçado entre nós
eu não acreditei
Quando me beijaste
e me chamaste amor
eu não acreditei
Mas quando acordei
e percebi que fora um sonho
finalmente acreditei
E agora
adormeço sempre cedo
para poder sonhar contigo...
(Felipa Monteverde)
e me disseste que sim
eu não acreditei
Quando disseste que tudo havia
recomeçado entre nós
eu não acreditei
Quando me beijaste
e me chamaste amor
eu não acreditei
Mas quando acordei
e percebi que fora um sonho
finalmente acreditei
E agora
adormeço sempre cedo
para poder sonhar contigo...
(Felipa Monteverde)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Para que nunca me esqueça d'Ele:

EM TODOS OS SACRÁRIOS
Senhor,
Deus do Céu
Presente na Terra
Em todos os Sacrários
Que existem no mundo…
Senhor
Esquecemos-Te
Deixamos-Te só
De fora das vidas
Que egoístas vivemos
E só em Ti pensamos
Se muito sofrermos
Para Te acusarmos
Do mal que fazemos…
(Felipa Monteverde)
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