Seja bem-vindo, visitante

Olá, Visitante. Chegou aqui, vindo sei lá de onde, quiçá cansado de tantas caminhadas e descaminhos. Pois bem, sente-se, relaxe e leia algumas destas coisinhas, vai ver que fica melhor... Um abraço da Felipa

quarta-feira, 17 de março de 2010

Hoje apetece-me ouvir música...


Esta canção transporta-me à minha infância e adolescência, quando era bastante comum os cantores italianos editarem os seus discos em Portugal...

sábado, 13 de março de 2010

Que te interessa o que sinto?

Que te interessa o que sinto
Se nada queres que eu sinta?
Tu queres-me calada, ainda que finja
E queres-me discreta, ainda que minta…

Não queres que eu tenha sentimentos
Queres que passe despercebida pela vida
Que seja respeitável e educada e calada...
Mas para isso, eu não poderia ser quem sou
Não poderia sentir as injustiças e revoltas
Nem o desprezo que sinto pela vida que não tenho.

Não poderia ser quem me nasci
Teria de ser quem queres que eu seja
Senão zangar-te-ias...
Mas assim eu não seria uma mulher
Seria a escrava, a criada, a tua serva
A que faz o que não quer…

Não poderia sentir as emoções
Que o pensamento me transmite
Teria de calar, de fingir que nada sei e nada vi
Do que sei e do que vi e percebi...

Teria de me tornar outra pessoa, mas
Não gosto dessa coisa que tu queres que eu seja
E não quero ser outra pessoa a não ser eu
Quero ser eu, só eu e ninguém mais
E jamais, JAMAIS
Conseguiria fingir que nada sinto e nada sei…

(Felipa Monteverde)

sábado, 6 de março de 2010

Um, dois, três...

Um, dois, três,
Foi a conta que Deus fez…

Mas fez mesmo?
E porquê?
Porquê três, se bastam dois?

Dois corações bem juntinhos
Dormindo agarradinhos…

Enganou-se Deus nas contas
Ou contou mais do que havia?

Não três, mas dois corações
E o amor que os junta…
Será isso que Deus conta?

(Felipa Monteverde)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Meu coração bate de mansinho

Meu coração bate de mansinho
Pum pum, pum pum
Por se sentir na vida tão sozinho
E não ter ainda amor nenhum.

E bate sossegado no meu peito
Pum pum, pum pum
Apesar de se sentir insatisfeito
Por não ter ainda amor nenhum.

Bate no meu peito lentamente
Pum pum, pum pum
E vai desesperando, calmo e crente
Que não terá na vida amor algum.

Meu coração bate de mansinho
Pum pum, pum pum
Chorando no meu peito tão baixinho
Que jamais o ouvirá amor algum…

(Felipa Monteverde)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Agouro

A vida é um sonho que se vive
No pesadelo das manhãs de choro
Onde as penas são feitiços
E a alegria um triste agouro.

São meus sonhos minhas sinas
São meus tédios minhas penas
São loucuras meus desejos
São predições meus poemas.

(Felipa Monteverde)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Deus me deu esta ventura

Deus me deu esta ventura
De conhecer as palavras
Para esquecer a amargura
De tantas horas amargas
Que tenho por desventura
Por te dar o que ansiavas
Meus carinhos, a ternura
Meus sonhos, que apagavas.

Mas Deus deu-me esta ventura
De me entender com palavras
E assim distraio a tristura
E até esqueço estas mágoas
Causadas pela amargura
Que tu um dia me davas
Em troca desta ternura
Que do meu peito aceitavas.

Deus me deu esta ventura
De me entreter com palavras
E assim esqueço a censura
Toda a raiva e até as mágoas
Da minha própria loucura
Nas minhas próprias palavras
Que são sol de pouca dura
Em eternas madrugadas.

(Felipa Monteverde)

Descoberta

O mundo é o Sol virado ao contrário...

(Felipa Monteverde)