Seja bem-vindo, visitante

Olá, Visitante. Chegou aqui, vindo sei lá de onde, quiçá cansado de tantas caminhadas e descaminhos. Pois bem, sente-se, relaxe e leia algumas destas coisinhas, vai ver que fica melhor... Um abraço da Felipa

domingo, 2 de maio de 2010

Mãe


Um grande beijinho para todas as mães e para todos os filhos que já não a têm.

domingo, 25 de abril de 2010

Revezes

Sofro os revezes da vida
Que se revela azarada
Para quem não sabe ainda
Que a má sorte nunca finda
Para quem nasce sem nada.

Nasci sem nada de meu
Sem nada de meu vivi
Que a vida nada me deu
Só me emprestou um chapéu
Com que a cabeça cobri…

(Felipa Monteverde)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Citando a Sophia


Metade da minha alma
é maresia
a outra metade é toda poesia.

Metade mar
metade amor
metade amar
metade dor.

E um todo de raiva e ansiedade
de navegar
nas ondas desta imensidade
onde a minha alma se transforma
em luz que há-de ser dia…

(Felipa Monteverde)

sábado, 10 de abril de 2010

Mais ou menos

A gente pode
morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode
dormir numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos
e até ser obrigado a acreditar
mais ou menos no futuro.

A gente pode
olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.

Tudo bem.

O que a gente não pode
mesmo, nunca, de jeito nenhum
é amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos
e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar
uma pessoa mais ou menos..

(Chico Xavier)

(Retirado de: http://isabelaedemais.blogspot.com/search?updated-max=2009-10-09T11%3A03%3A00-07%3A00&max-results=7 )

sábado, 3 de abril de 2010

Poema do afinal


No mesmo instante em que eu, aqui e agora,
Limpo o suor e fujo ao Sol ardente,
Outros, outros como eu, além e agora,
Estremecem de frio e em roupas se agasalham.

Enquanto o Sol assoma, aqui, no horizonte,
E as aves cantam e as flores em cores se exaltam,
Além, no mesmo instante, o mesmo Sol se esconde,
As aves emudecem e as flores cerram as pétalas.
Enquanto eu me levanto e aqui começo o dia,
Outros, no mesmo instante, exactamente o acabam.
Eu trabalho, eles dormem; eu durmo, eles trabalham.
Sempre no mesmo instante.

Aqui é Primavera. Além é Verão.
Mais além é Outono. Além, Inverno.
E nos relógios igualmente certos,
Aqui e agora,
O meu marca meio-dia e o de além meia-noite.

Olho o céu e contemplo as estrelas que fulgem.
Busco as constelações, balbucio os seus nomes.
Nasci a olhá-las, conheço-as uma a uma.
São sempre as mesmas, aqui, agora e sempre.

Mas além, mais além, o céu é outro,
Outras são as estrelas, reunidas
Noutras constelações.

Eu nunca vi as deles;
Eles,
Nunca viram as minhas.

A Natureza separa-nos.
E as naturezas.
A cor da pele, a altura, a envergadura,
As mãos, os pés, as bocas, os narizes,
A maneira de olhar, o modo de sorrir,
Os tiques, as manias, as línguas, as certezas.

Tudo.

Afinal
Que haverá de comum entre nós?

Um ponto, no infinito.

(António Gedeão)