Seja bem-vindo, visitante

Olá, Visitante. Chegou aqui, vindo sei lá de onde, quiçá cansado de tantas caminhadas e descaminhos. Pois bem, sente-se, relaxe e leia algumas destas coisinhas, vai ver que fica melhor... Um abraço da Felipa

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Miniatura de presépio

Prometi há semanas à amiga Maria Luiza que ia tirar fotos do presépio que eu tenho igual a um do qual ela publicou a foto, mas só hoje me lembrei. Aqui está:


Tenho mais presépios e vou publicar mais fotos quando os meus afazeres me premitirem pois, ultimamente, tenho andado ocupada com umas coisas...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

13 de Dezembro, dia de Santa Luzía

(Imagem de Santa Luzía, que se venera em Viana do Castelo)

Apesar de atrasada não poderia deixar de lembrar o dia de Santa Luzía, que se celebra hoje, dia 13 de Dezembro. Sendo eu natural de Viana do Castelo isso não se perdoava...

Em Viana canta-se assim:

Hei-de ir a Santa Luzía
A Viana do Castelo
Para ver o panorama
Que no Minho é o mais belo.

Refrão:
Santa Luzía dos meus olhares
Santa Luzía bonita é
Santa Luzía dos meus amores
Linda Viana tens a teus pés.

(Imagem de Santa Luzía, no interior do templo do Sagrado Coração de Jesus, no dia da peregrinação anual.)

Ou assim:

Ditosa Santa Luzía
De Jesus sois tão querida;
Dai-me o prazer nesta vida
De vos ter por minha guia.

Conservai-me a vista aos olhos
Não posso seguir sem luz,
Para levar minha cruz
Sobre espinhos e abrolhos.

Para o Céu desejo ir
Gozar vossa companhia;
Ó Virgem Santa Luzía
Ajudai-mo a conseguir.

Amparo da minha vida
Estrela do meu viver;
Só anseio por vos ver
Minha santa tão querida.

Casta e bela de encantar,
Ó Santa Luzía, ó lírio;
Com a palma do martírio
Fizeste as honras do altar.

Sois o modelo na terra
Dos que seguem a Jesus,
Lembrando um facho de luz
Que guia o pastor na serra.

Vosso coração, jucundo,
Sem o mínimo labéu,
Para Jesus só viveu
Desprezando os bens do mundo.

O que herdastes de valor
Cedeste-lo aos pobrezinhos
Dispensando-lhes carinhos
Como fez Nosso Senhor.

Os anjos cantam nos Céus
Bendita Santa Luzía;
Nós juntemos, à porfia
Os nosso cantos aos seus.

Refrão:
Santa Luzía
Anjo de Deus,
Guiai minha alma
Até aos Céus.

(Autoria: A. C.)

(Templo do Sagrado Coração de Jesus, situado no Monte de Santa Luzia, Viana do Castelo)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ir. Maria Clara do Menino Jesus vai ser beatificada


O Papa Bento XVI autorizou, hoje, a publicação do Decreto de aprovação do milagre, operado por Deus em D. Georgina Troncoso Monteagudo, atribuído à intercessão da Irmã Maria Clara do Menino Jesus.
Já no passado dia 7 a sessão ordinária de Cardeais e Bispos, realizada em Roma, havia emitido o parecer positivo sobre a cura repentina de pioderma gangrenoso, de que a paciente espanhola sofria há 34 anos.
A Ir. Maria Clara do Menino Jesus, habitualmente conhecida por Mãe Clara, é a fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.
Nasceu na Amadora, em Lisboa, a 15 de Junho de 1843 e faleceu a 1 de Dezembro de 1899, na mesma cidade.
Mulher de coração sensível e sem fronteiras, notabilizou-se por uma vida inteiramente dedicada ao acolhimento e cuidado dos mais necessitados, que considerava “a sua gente”.
Não obstante as dificuldades do clima social e político que a envolvia, não se poupou a esforços na prática das obras de misericórdia, como revela o grande número de casas que abriu e o envio de Irmãs para as missões de Angola, Índia, Guiné e Cabo Verde.
Espera-se, agora, o anúncio da data da grande festa, que será a celebração da beatificação da Ir. Maria Clara do Menino Jesus, a realizar em Lisboa.

Leia mais aqui.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Poema de São João da Cruz


Vivo sem viver em mim
De tal maneira a sofrer
Que morro por não morrer.

1.Em mim eu não vivo já
Sem Deus não posso viver
Sem Ele e sem mim, a ver
Este viver que será?
Mil mortes se me fará
Se minha própria vida houver
De morrer por não morrer.

2. Esta vida que eu vivo
É privação de viver
E um contínuo morrer
Até que viva con'Tigo;
Ouve, Deus, o que Te digo:
A vida não quero ter
E morro por não morrer.

3. Estando ausente de Ti
Que vida posso eu ter
Senão morte padecer
A maior que jamais vi?
E pena tenho de mim
De esta sina padecer
De morrer por não morrer.

4. O peixe que da água sai
De alívio não carece
Que na morte que padece
Ao fim a morte lhe vale;
Que morte há que se iguale
Ao meu penoso viver
Que vou vivendo a morrer?

5. Quando penso aliviar
Ao ver-Te no Sacramento
Faz-me maior sentimento
O não Te poder gozar;
Tudo para mais penar
Do desejo de Te ver
E morro por não morrer.

6. E se me alegro, Senhor
Com a esp’rança de Te ver,
Com medo de Te perder
Se duplica a minha dor;
Vivendo com tal pavor
E numa ânsia tal viver
Que morro por não morrer.

7. Liberta-me desta morte
Meu Deus, e dá-me a vida
Não a tenha impedida
Por este laço tão forte;
Tanto peno desta sorte
E este mal me faz sofrer
Que morro por não morrer.

8. Chorarei a morte já
E lamentarei a vida
Por sabê-la tão cativa
Que pelo pecado está;
Ó meu Deus, quando será,
Quando poderei dizer
Que vivo por não morrer?

São João da Cruz

(Tradução - Felipa Monteverde)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Os meus Menino Jesus

O Menino Jesus é a minha paixão de criança, quando não tinha dinheiro para comprar um, não tinha presépio nem árvore de Natal. Tinha 13 anos quando tive o primeiro Menino, e deram-mo porque estava partido (não tinha cabeça, estava partida, mas eu colei-a). Deram-me uma Nossa Senhora e um pastor (que fazia de São José), um burro e uma cabra (que fazia de vaca) e algumas ovelhinhas. Foi assim o meu primeiro presépio.
A partir daí, possuir um Menino Jesus, armar um presépio, tornou-se obsessão.
Quando ganhei dinheiro comprei um, depois mais alguns porque os meus filhos brincavam com os bonequinhos do presépio (todos os dias estavam em posições diferentes) e eles iam partindo.
Há uns anos, depois dos filhos crescidos, comecei a comprar todos os Meninos que me agradavam e comecei a colecção. Tenho 35: uns pequeninos, outros maiorzinhos, uns comprados e outros oferecidos, mas todos de uma grande estimação.
Colecciono também presépios em miniatura, qualquer dia tiro também fotos para publicar.
Eis alguns dos meus Meninos. Como não sei tirar as fotos de modo a que se perceba o verdadeiro tamanho, escrevi em baixo de cada um a medida que tem. Conforme tiver tempo disponível vou colocando mais fotos.

21 cm

23 cm

10 cm

14,5 cm

11,5 cm

11 cm

13 cm

20 cm

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

OS DOIS CORAÇÕES DE AMOR


Coração de Jesus que tanto nos amais fazei que eu Vos ame de cada vez mais.
Doce Coração de Maria sede a nossa salvação.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Acto heróico de caridade em favor das almas do Purgatório

26º dia do mês das Almas

(Esta imagem mostra o inferno, é um quadro muito antigo.
As letras em cima dos buracos por onde caem as almas indicam os pecados capitais: Soberba, Avareza, Luxúria, Ira, Gula, Inveja, Preguiça.
Temos vindo a falar e a rezar pelas almas do Purgatório, mas não quis deixar de colocar aqui esta imagem para lembrar que devemos rezar muito pela conversão dos pecadores, pois pior do que o fogo do Purgatório é o fogo do inferno.)


E agora vou falar do que tinha previsto inicialmente:

Acto heróico de caridade em favor das almas do Purgatório


Este heróico acto de caridade, a benefício das almas do Purgatório, consiste numa espontânea e generosa cessão, que o fiel faz de todas as suas obras satisfatórias, enquanto vivo, e de todos os sufrágios de que puder dispor, depois de morto, formando de tudo um depósito nas mãos da Santíssima Virgem, para que de tudo seja Ela a distribuidora em favor daquelas santas almas que quiser libertar das penas do Purgatório.

Pode-se fazer este acto de coração, dirigindo à Virgem esta intenção, ou seguindo esta fórmula:

Ó Maria, Mãe de Misericórdia, eu deposito em Vossas mãos, em favor das almas do Purgatório, todas as minhas obras satisfatórias, e as que os outros aplicarem por mim na vida, na morte e depois da minha morte, abandonando-me completamente à compaixão do Vosso Coração Maternal. Ámen.

Esta cessão é um acto de caridade perfeita, que não só não prejudica a quem o fizer mas o enriquece de maior mérito, pela caridade, que é a alma e a rainha de todas as virtudes.

Há indulgências, mas como eu não percebo nada disso nem sei se serão mesmo aplicadas nem sequer as menciono aqui.

Há anos que fiz este oferecimento, renovado de vez em quando, e nunca me arrependi, pois só tenho sido benefeciada com imensas graças de Nossa Senhora, que a todos ama por igual.