Seja bem-vindo, visitante

Olá, Visitante. Chegou aqui, vindo sei lá de onde, quiçá cansado de tantas caminhadas e descaminhos. Pois bem, sente-se, relaxe e leia algumas destas coisinhas, vai ver que fica melhor... Um abraço da Felipa
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Descoberta

O mundo é o Sol virado ao contrário...

(Felipa Monteverde)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O Sol beijou-me

O Sol beijou-me. Estremeci…
e senti o calor quente do teu beijo
na memória que me foge para ti
ao sentir que o Sol acende o meu desejo…

(Felipa Monteverde)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O sol aquece

O sol aquece o corpo frio de alguém
abraça o mar e beija a terra
mas esquece a dor de ter a alma fria
e ignorar o amor e o calor
de ter alguém junto do peito aconchegado
essa imensa dor de existir que eu sempre sinto
por saber-te aqui tão perto
e tão distante do meu peito...

(Felipa Monteverde)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Madalena

Descai o sol... nos olivais do monte
Recolhe o gado o pastor. Das largas eiras
Vêm vindo as filhas de Jacob à fonte
Com seu rítmico andar entre as palmeiras.

Um rouxinol suspira no loureiro
É essa hora do ocaso meiga e terna
Em que o sol busca o mar como um boieiro
Que vem beber à boca da cisterna.

Madalena em Betânia desatando
Seu cabelo, qual fúlgido lençol
Limpa os pés do Rabi, humilde olhando
Seus olhos cheios de domínio e sol.

Um pescador trigueiro das baías
Deitando a rede diz, olhando o rio
Quando virá o lúcido Messias
Quem é este Rabi loiro e sombrio?

Mas Madalena, num amargo choro
Limpa os pés do Rabi, cheia de amor
Com seus longos cabelos feitos de oiro
E baixinho murmura: é meu Senhor.

O sol morreu... nos olivais do monte
Rompe virgem o luar. Às largas eiras
Vão saindo as filhas de Jacob da fonte
Com seu rítmico andar entre as palmeiras.

Frei Hermano da Câmara

(Escrevi a letra ouvindo a canção, espero tê-la ouvido bem. O problema é saber a pontuação correcta, mas cada um que use a imaginação.)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Divagando...

Fiquei contente sem motivo algum, apenas vi o sol raiar
e soube nessa hora matutina que a vida vale a pena ser vivida...
pois viver é ser alguém, ainda que esse alguém
seja matéria adormecida.

Se sonhar é ter o mundo ao nosso gosto
acordar é viajar para o desconhecido espaço das estrelas
e perceber então que o sol adormeceu...
com a cabeça no regaço delas.

Eu queria ser estrela, ser um astro
mas apenas sou candeiazinha a alumiar
o caminho por onde irás passar...
um lampião velhinho e gasto.

Escrevo a noite e canto o dia, e o mundo é apenas
sonho e fado em que a minh'alma se enterrou...
sepultura negra e fria, campa rasa em solo de ervas
onde a vida se escondeu e me deixou.

Acordei dentro do tempo
e tinha adormecido dentro do teu coração...
agora vivo à espera de voltar a adormecer
mas a distância afastou-me do teu peito
e libertou da tua a minha mão.

(Felipa Monteverde)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Quando...

Quando a manhã rompe o véu da noite escura, descubro que tudo é luz e infinito.
Quando o Sol acorda a Terra e a alumia, percebo que a luz é vida eterna.
Quando a chuva molha a Terra sequiosa, compreendo a avidez do meu olhar...
e quando o mar é sonho e horizonte, descubro toda a dor de te perder...

(Felipa Monteverde)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O calor do Sol

Há quem diga que o Sol brilha por brilhar
Eu acho que brilha para nos aquecer com seu calor
Para fazer crescer as plantas e dar saúde às pessoas...
Quem poderia viver sem o calor do Sol?

Sol é calor, é ternura, é um abraço de Deus
Um carinho que Ele nos faz do alto da Sua plenitude...

Deus criou o Sol para poder beijar as suas criaturas
Para poder abraçá-las sem lhes fazer mal;
O calor do Sol é o Seu abraço
É o seu modo de nos dar consolo na tristeza
Carinho no cansaço, companhia na solidão...

Quem é que não gosta do calor do Sol?
Quem nunca sentiu o calor do Sol nas costas,
Como se fosse um abraço de um amigo?

(Felipa Monteverde)